
Do documentário de Heddy Honigmann visionado em aula, "Metal e Melancolia", destaco os seguintes aspectos:
- Na anarquia que atravessa o exercício da actividade de motorista de táxi, constituem-se todavia elementos ordenadores, representados na utilização dos dísticos identificando os “táxis”, os quais são uniformes, tanto pelas dimensões como pelas cores (vermelho, amarelo). Qualquer actividade económica pressupõe algum ordenamento, a fixação de regras;
- Actividade económica gera actividade económica. Como que num processo de auto reprodução, a actividade de taxista gera outras actividades, criadoras de recursos tendencialmente menores, como que numa escala de rendimentos. É assim que surgem os vendedores de dísticos ou a venda no interior dos táxis de outros artigos;
- O táxi transforma-se em espaço de liberdade, enquanto local onde se comunica, se exprimem sentimentos, se revêem memórias. Do actor ao cantor, da história de amor à história de vida, no táxi estes homens e mulheres são eventualmente mais "livres" do que nos seus empregos oficiais. O táxi é igualmente um espaço onde a divisão do trabalho por sexo não tem lugar.
Fernando Carmo Silva (AA2)
Blog da cadeira de Análise 2 - Poderes: económico e político do 1º ciclo do curso de Antropologia do ISCTE.
Legenda da imagem: «Mountain Goat Horn Bracelets, inlaid with shell. Tlingit [southeastern coast and islands of Alaska] c. 1800. From "Totems to Turquoise" by Chalker».
Fonte: www.milkywayjewels.com/nwi_jewels.html
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